Textos e Pretextos - Mídia e Poder

A princípio um Diário de Bordo para a disciplina Mídia e Poder de Pós Graduação da Faculdade Cásper Líbero; mas, como o próprio nome diz, apenas um pretexto para escrever muitos, muitos textos sobre todos os assuntos que envolvem a Comunicação.

Nome:
Local: Santos, São Paulo, Brazil

Era cedo quando acordei, os olhos ainda pesados do sonho recém sonhado. As palavras andavam em minha cabeça e faziam barulho... Tratei de espantar o sono... Era hora de mais uma história.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

A Cultura da Mídia
aula de 11/11
O tema principal do nosso encontro nessa data foi o seminário sobre o livro " A Cultura da Mídia" de Douglas Kellner. O assunto apesar de complexo foi bem exposto e pudemos analisar algumas características do ponto de vista do autor.
Kellner identifica duas grandes visões pós-modernas, uma denominada formalista e anti-hermenêutica preocupada em descrever as formas dos textos culturais sem, no entanto, aprofundar-se neles e a outra focada em analisar o significado, a essência da mensagem indo dessa forma mais a fundo no conteúdo dos textos.
Parece-me muitas vezes que alguns textos culturais são feitos com a preocupação de transformarem-se em obras primas gramaticais ou científicas, sem o foco na mensagem.
Como jornalista sempre tive a preocupação em fazer textos que pudessem ser entendidos por médicos e lixeiros, cozinheiras e professoras.
Acredito que a boa comunicação é aquela que atinge a todos os receptores independentemente de classe social ou nível de escolaridade.
Assim como os textos são feitos para atingirem seus leitores a Publicidade é feita para atingir consumidores.
Esse foi outro assunto abordado nesse encontro. Discutimos um texto de Oliviero Toscani, ele mesmo publicitário, alertando-nos sobre os enganos da publicidade feita para vender um mundo perfeito, de pessoas perfeitas.
Essa publicidade enganosa gera, não raro, sentimentos de inferioridade, baixa auto-estima, frustração. Ao invés de revelar novos talentos, divertir e distrair, a publicidade traz conflitos entre o querer e o ter, o ser e o parecer.
É como se para sermos alguém especial precisássemos usar "aquela roupa", ouvir "aquele som" ter "o carro". Passamos a valer pelo que temos e não mais pelo que somos.
Precisamos aprender a distinguir o que realmente precisamos de coisas supérfulas, tapa-buracos emocionais.
Valer pelo ser e não pelo ter.